terça-feira, 24 de maio de 2011

Olaudah Equiano

Para mim é um nome tão sonoro que nunca consegui esquecê-lo desde que trombei com ele na Faculdade de Letras. Olaudah Equiano.

Equiano foi o primeiro escravo que teve seus escritos publicados em língua inglesa, em pleno século 18, em pleno Estados Unidos escravista e absolutamente racista. Equiano era um girino contra a maré. Mais um tiquinho sobre Equiano aqui, in English, sorry.

Pensando em Olaudah Equiano (veja que não me canso de repetir o nome dele), pensei em quantas vezes me senti uma girina remando contra a maré. Na opção do casamento civil sem cerimônia religiosa. Na opção de  largar um empregão para ser mãe pelo menos em meio horário. Na opção de colocar meu curso técnico no fundo do armário e, junto com ele, uma provável faculdade de Engenharia, assumindo assim uma faculdade menos glamourosa. Na opção de privilegiar experiências culturais em detrimento de bens materiais (e viva minha mesa de jantar véia!) E, mais uma vez, pensado em Olaudah Equiano, percebi que não existe direção certa da maré e sim a opção de não me deixar simplesmente ser levada por ela e poder, assim, escolher um caminho. O meu caminho.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

E viva eu!

Soprei muuuuuitas velinhas ontem, rodeada por pessoas queridas e com uma boa história para contar para a pequenina quando ela crescer: ganhei um bolo lindo da minha mãe, feito pelas mãos de fadas da Selma, que me viu nascer e sabe que adoro flores, e decorou o bolo com muitas flores e muito carinho, e o bolo lindo estava na minha casa havia 10 minutos, e eu estava toda saltitante com meu bolo lindo até que... em uma sapequice, Clarice resolveu empurrar a mesa e o forro, e, meu bolo lindo deu uma cambalhota no ar e... pluft, caiu de cara no chão, bem na hora que eu esperava pessoas queridas para dividir o bolo lindo e a minha alegria de fazer aniversário naquele dia. Sentei e chorei, chorei e sentei, conversei com a Clarice com as mãos ardendo de vontade de sapecar aquele tapa na bunda, mas guardei o tapa, confiei no diálogo e fui tomar um banho para... para pensar, chorar mais, pensar, esfriar a cuca, pensar nas mil coisas sobre ser mãe e indivíduo ao mesmo tempo, sobre ser mãe e ser eu ao mesmo tempo, sobre ser mãe e abrir mão de mim muitas vezes, sobre ser mãe e me sentir o ser mais sublime, sobre ser mãe e ser, ser, ser. Ser nada e tudo ao mesmo tempo. Quando saí do banho, ganhei o meu maior e melhor presente: uma Clarice quase adulta com seus quase dois anos de idade me esperando na porta do banheiro com um abraço gostoso e um pedido de "dicupa, Caíce purrou a mesa". Peguei o bolo na cozinha e resignada coloquei na mesa para receber as pessoas queridas e dividir minha alegria: eu nunca tive um bolo tão lindo e tão cheio de significados como aquele.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Coelhinho já saiu da toca!

A Páscoa Encantada 2011 já está no ar!
Acesse ESTE LINK e babe baby, babe... 
Melhor, faça uma encomenda!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Desprendimento

Tem palavra que é fácil definir, porém difícil de praticar. Eu mesma preciso praticar muito essa arte do desprendimento. Acho que foi por isso que o destino colocou no meu caminho uma fotógrafa em um sábado bobinho pela manhã, em um parquinho bobinho perto de casa, quando dois bobinhos - eu e Jon - brincávamos de correr com a nossa doce pequetita. A fotógrafa, Conceição, estava fazendo uma sessão com uma bebezinha fofa e, quando nos viu, virou a câmera e fez algumas fotos. Eu, de sorriso amarelo, me sentindo pega em uma arapuca, fiquei meio sem jeito e imaginei qual seria o preço... mas Conceição sorriu e disse: deixa seu e-mail na portaria do parque que depois eu te mando as fotos!

Passada uma semana, até tinha me esquecido das tais fotos, abri meu e-mail e pimba, tive uma grata surpresa! Divido com vocês não só uma das fotos, como o e-mail e o flickr da Conceição:


Tá aí uma bela lição de desprendimento.

domingo, 6 de março de 2011

Minha pequena foliã

Nem a chuva, nem a crise no Oriente Médio, nada, nada, nada, tirou a empolgação da minha pequena Clarice no dia do carnaval na escola - detalhe: ela vestiu a fantasia às 10h30 da manhã para esperar a aula que começa às 13h30:


Minha pequena foliã mostrando que tem o sangue da mamãe nas veias!!!
Próxima parada: Ouro Preto? Diamantina? Ai Je-sus!!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

americanas.com

Interesse público: http://mariacarambola.blogspot.com/2011/02/americanascom.html
Se você faz compras na internet, não deixe de acessar.
Consumidores unidos jamais serão passados para trás!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Link para guardar

Da mesma forma que eu junto tralhas e tralhas no meu guarda-roupa, para quem sabe, um dia dar uma utilidade a elas, acabo também juntando links e links, para quem sabe, um dia executá-los. Para quem curte craft e DYI, florzinhas bobinhas bobinhas e bonitinhas bonitinhas: WALLFLOWERS.

Tem uma pessoa que consegue entender essa minha mania de juntar coisas e coisas e quem sabe um dia dar novo uso a elas. É o Manolo*... olha só o que ele escreveu sem nem me conhecer (ai que perfect conexion):


Uma Didática da Invenção

I
Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) 0 modo como as violetas preparam o dia
para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas
vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência
num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega
mais ternura que um rio que flui entre 2
lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.

IV
No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para
Dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras

IX
Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz.
Hoje eu desenho o cheiro das árvores.

IX
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa
era a imagem de um vidro mole que fazia uma
volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta
que o rio faz por trás de sua casa se chama
enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro
que fazia uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.

do "O Livro das Ignorãnças" ed. Civilização Brasileira.

*Manoel de Barros,

Sacou a vibe louca pré-menstrual da mulher aqui? hehehehe

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Como é bom estar de volta!!!!

E a saga com a $#%@ da CCE acabou!
Para a felicidade de uns e tristeza de outros... volteeeeei!

No dia que meu note parou de funcionar, ficou claro e cristalino que o problema não era o notebook e sim o carregador da bateria. Liguei para a CCE, ouvi uns 20 minutos de música e nada. Entrei no site e mandei mensagem no Fale Conosco e nada. No twitter da @cce_info, fui prontamente atendida por um cara cheio de boa vontade mas que se perdia na confusão que é a CCE. No único canal que consegui algum sinal de que a CCE existia de verdade, o suporte online, me foi passada uma lista de postos de coleta e de cara os três primeiros números que liguei me informaram não serem mais credenciados da CCE há mais de UM ANO! Com a paciência esgotada, resolvi tentar a lista de telefones não por ordem alfabética e sim aleatoriamente e tive sorte (caos rules my life): consegui um posto de coleta sério e credenciado, a Inforvision, no bairro Floresta em BH. 

Estive lá no dia 04 de janeiro de 2011; eles são apenas um posto de coleta, ou seja, recebem o pc, cadastram e mandam para São Paulo. No cadastro, pedi para incluir que eu acreditava que o problema do meu pc era só o carregador, nada mais. Assim fez o atendente, escreveu em português bem claro que "a cliente alegava que o carregador apresentava problemas e não o computador". OK. 

CUARENTA dias depois (14/02/2011), meu pc chega de São Paulo, belezinha, bonitinho, com um novo carregador. Conclusão: eu levei 5 minutos para detectar o problema, enquanto a CCE levou 40 dias. Ou eu sou um gênio da informática (abre o olho Steve Jobs) ou a CCE é MUITO ruim de serviço. 

Eu adoro meu note, supre todas as minhas necessidades mas não recomendo a CCE para ninguém. Eles simplesmente desconhecem ou ignoram o conceio de pós-venda.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E lá se foram 56 dias...

de férias quase parlamentares,
minha mente ainda está espalhada pelos ares...


A grande diferença é que meu salário é não-parlamentar - mas essa parte é melhor nem comentar.

Na próxima segunda-feira acaba a minha farra, volto a trabalhar na marra...

Buáááááááá! - sinto um misto de alegria e tristeza.
Trabalhar é bom, mas todo dia, toda hora, que dureza!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O vestido de casamento da minha ex-mulher

Depois de 12 anos de casamento, minha esposa empacotou os seus pertences e saiu de casa no ano passado. O carro dela já estava carregado quando não pude deixar de perceber que um item único havia ficado na sua parte do guarda-roupa: o seu vestido de casamento. 
"Você esqueceu uma coisa" eu disse a ela.
"E o que foi?"
"Seu vestido de casamento", eu disse.
"Sim, eu não vou levar aquilo" foi a resposta dela.
"E o que vc espera que eu faça com ele?" eu perguntei.
E para isso ela me respondeu, "Qualquer merda que você quiser".
E isso foi o que eu fiz...
O texto acima é uma tradução livre (minha) de um dos blogs mais hilários que já encontrei nos últimos tempos. A história é real e o que ele faz com o vestido de noiva da ex-mulher é surreal... Se o objetivo era fazer qualquer merda, está lá a prova de que qualquer merda pode ser feita. E se o objetivo era matar a ex de ódio, acho que também foi alcançado. 
Utilidade #5: Espantalho
O blog está em inglês mas as fotos falam por si só: http://myexwifesweddingdress.com/
Bom divertimento! 
"Se a vida te der um limão, esprema e faça uma limonada"!